|
|
|||
|
| Unicamp divulga estudo
sobre lâmpadas incandescentes |
![]() |
Dois especialistas das faculdades de Engenharia Mecânica e Elétrica da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, concluíram um estudo sobre "Os Impactos das Lâmpadas Incandescentes de 120 volts para o País" . Gilberto de Martino Jannuzzi e César José Bonjuani Pagan computam uma diminuição de 54% na vida útil das lâmpadas e um aumento no consumo de 9%, devido à decisão dos fabricantes de interromper a produção de lâmpadas para tensão de 127 volts no Brasil. Multiplicados estes percentuais pelos 80 milhões de consumidores, que vivem áreas servidas por 127 volts, o acréscimo nos gastos com a compra de lâmpadas soma US$ 118 milhões anuais. O consumo de energia também é maior: as lâmpadas de 120 volts iluminam 21% mais, porém consomem 10% mais energia. Ou seja, conforme o estudo, o aumento na demanda de energia equivale a tudo o que foi economizado com o último horário de verão ou ao total produzido por uma usina hidrelétrica de 250 MW, que custaria US$ 500 milhões para ser construída. "A energia é um bem público e devemos observar como estão sendo distribuídos os custos e benefícios das diversas atividades que precisam dela", observa Jannuzzi. "Mesmo com a privatização, o setor deve ser regulado por entidades públicas, para corrigir distorções e abusos como este". A imposição de lâmpadas menos duráveis começou com uma norma técnica, anunciada pela Associação Brasileira da Indústria da Iluminação, Abilux, em janeiro de 1997, que só contemplava lâmpadas de 100, 110 e 120 volts, ignorando as de 127. Em março de 1999, quando as lâmpadas de 127 volts praticamente sumiram do mercado, o Ministério da Justiça multou os fabricantes de lâmpadas em 3 milhões de reais e a Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, convocou seus associados para elaborar uma nova norma. Durante as discussões, os fabricantes propuseram uma lâmpada de 124 volts, o que corta apenas pela metade o impacto negativo das de 120. Mas, para os pesquisadores da Unicamp, a solução só virá com a volta ao mercado das lâmpadas de 127. César Pagan explica, que tanto em uma casa atendida pela rede de tensão de 127 volts de boa qualidade, como na periferia das grandes cidades com tensão de 118 volts, a lâmpada projetada para 120 volts consome mais energia, dura menos e tem mais brilho do que outra de igual potência, projetada para 127 volts. "Em última análise é o consumidor quem deve ter o direito de escolha", conclui. Maiores informações sobre o estudo da Unicamp através do endereço eletrônico jannuzzi@fem.unicamp.br ou do telefone (019) 7883264. Fonte: Agência Estado
|