Indústrias recebem, na CNI, Prêmio de Conservação e Uso Racional de Energia



A Confederação Nacional da Indústria entregou, nesta terça-feira (31/8), o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia, na Categoria Indústria, durante solenidade, na sede da entidade em Brasília. O Prêmio é uma iniciativa conjunta do Ministério de Minas e Energia, Eletrobras, Petrobras e entidades de classe, entre elas a CNI. O objetivo da Categoria Indústria é premiar ações promovidas por médias e grandes indústrias que investiram no aumento da sua competitividade, por meio da gestão energética e a eficiência no uso da energia.

O objetivo do Prêmio é reconhecer e premiar ações que visem a conservação e o uso racional de energia. É concedido em oito Categorias: Empresas do Setor Energético, Órgãos e Empresas da Administração Pública, Empresas Comerciais e de Serviços, Transportes, Reportagens, Edificações, Micro e Pequenas Empresas e Indústria.

Duas modalidades são premiadas: Energia Elétrica, cujo trabalho de avaliação de projetos é coordenado pelo Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica (PROCEL), da Eletrobras; e Derivados de Petróleo e Gás Natural: sob coordenação do Programa Nacional de Racionalização do Uso de Derivados de Petróleo e Gás Natural (CONPET), da Petrobras. A CNI concede ainda uma Menção Honrosa para a categoria Energia Alternativa a projetos de redução de consumo energético nessa modalidade.

Os vencedores de 1999 na Categoria Indústria são os seguintes: Na modalidade Derivados de Petróleo e Gás Natural, o primeiro lugar ficou com a Companhia Níquel Tocantins, do Grupo Votorantim, de Goiás. Em segundo, ficou a Companhia Siderúrgica Paulista - COSIPA, de São Paulo, e, em terceiro, a Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S.A., de Santa Catarina.

Na modalidade Energia Elétrica, o prêmio foi para a Cemina -Cerâmica e Mineração Nacional Indústria e Comércio (Grupo Cecrisa), fábrica de Goiás, tendo a Fibra Dupont Sudamérica S.A., de São Paulo, como segundo colocada. Finalmente, na modalidade Energia Alternativa, a vencedora foi a Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, do Espírito Santo.

Os projetos vencedores na modalidade derivados de petróleo proporcionaram para o País economia anual de 340 mil metros cúbicos de gás natural, 8 mil toneladas de óleo combustível e 564 toneladas de gás liquefeito de petróleo.

Na modalidade energia elétrica, as duas vencedoras economizaram 168.900 megawatts hora para o Brasil, o que daria para suprir uma cidade de cerca de 75 mil residências. A Cosipa suprimiu o forno e toda a etapa de tratamento térmico de normalização e teve retorno do investimento imediato.


OS PROJETOS VENCEDORES EM 1999

 

MODALIDADE: ENERGIA ALTERNATIVA

Venceu a Companhia Siderúrgica de Tubarão, do Espírito Santo. Instalação de turbo expansor (turbina de topo) para recuperação de gases de alto forno. Processo de recuperação pioneiro na América Latina, com geração de 17 mil kW de eletricidade, a partir da energia cinética contida nos gases produzidos no alto forno. Sem alteração das características químicas do gás produzido, apenas controlando a pressão no topo do alto-forno, que antes era controlada por uma válvula septum. Reduziu a demanda contratada e o nível de ruído de 98 para 78,2 db. Tempo de retorno do investimento: 3,3 anos.

MODALIDADE: DERIVADOS DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL

1º lugar: Companhia Níquel Tocantins, de Goiás (Grupo Votorantim, Mineração e beneficiamento de minério de níquel). Sistema de gestão permanente do óleo combustível que reduziu o consumo específico do óleo em 10% no forno de redução seletiva, monitorando e ajustando a combustão, incluindo o desenvolvimento de processo de limpeza em operação dos queimadores, sem comprometer o processo. Tempo de retorno do investimento: 6 meses.

2º lugar: Companhia Siderúrgica Paulista S.A. - COSIPA, de São Paulo: Desenvolvimento de nova técnica para o processo de fabricação de chapas grossas no estado normalizado diretamente do calor da laminação a quente. Suprimiu a etapa de tratamento térmico de normalização e o uso desse forno de tratamento, diminuindo o custo final do produto. Tempo de retorno do investimento: imediato.

3º lugar: Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S.A., de Santa Catarina. Recuperação de calor de saída do forno para pré-aquecimento do ar para combustão dos fornos de cerâmica. Reduziu o consumo específico do forno em 3,5% e o consumo de GLP. Tempo de retorno do investimento: 2 meses.

 

MODALIDADE : ENERGIA ELÉTRICA

1º lugar: Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S.A, de Goiás. Redução do consumo de eletricidade pela gestão do uso, introdução de melhorias na gestão da iluminação e no processo e troca de equipamentos, como motores de acionamento. Redução do número de motores em 30% e adequação de sua potência. Redução de carga na ponta, com paradas programadas dos equipamentos. Redução da freqüência de dano por "queima" dos motores de acionamento. Redução da demanda em 32% e do consumo mensal em 40%.

2º lugar: Fibra Dupont Sudamérica S.A., de São Paulo. Setor Têxtil. Projeto de modificação do painel elétrico de alimentação das extrusoras da fiação, para reduzir o custo de energia agregado ao produto, provocado por distúrbios no sistema de fornecimento de eletricidade e as intervenções da manutenção nos painéis elétricos das instalações. Redução do consumo de energia em 9,7%. Eliminação de perdas de material. Tempo de Retorno do investimento: 2,5 meses.

 

Fonte: CNI