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| Relatório mostra compromisso da indústria com o meio ambiente |
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O presidente em exercício da CNI destacou ainda, em seu discurso, o fato de que "as empresas, o governo e a sociedade devem também estimular a utilização de melhores práticas ambientais, através da educação ambiental, para permitir que os indivíduos, organizações e as comunidades tomem consciência do seu meio ambiente e adquiram conhecimentos para solucionar problemas ambientais". O documento foi recebido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso das mãos de Moreira Ferreira e do presidente do CEBDS, Félix de Bulhões, em cerimonia que contou também com as presenças do vice presidente Marco Maciel e dos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, e do Meio Ambiente, José Sarney Filho, além de diversos empresários e do ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Eliezer Baptista. Em seu pronunciamento, o Presidente da República afirmou que sua expectativa, assim como de muitos empresários, é de que o Brasil deverá ingressar, a partir do próximo ano até o final de seu mandato, em um ritmo de crescimento sustentável em torno de 5% ao ano. "Para isso é importante que estejamos entrando nesse ritmo de desenvolvimento comprometidos com o respeito ao meio ambiente", disse. Segundo Fernando Henrique, a preservação do meio ambiente, com um desenvolvimento em bases sustentáveis e sadias, deve ser uma preocupação de toda a sociedade brasileira. "É preciso difundir essa consciência para o conjunto da sociedade, pois não basta crescer, é preciso desenvolver respeitando o meio ambiente", reiterou o presidente aos presentes. O empresário Félix de Bulhões, em rápido discurso de apresentação do documento, reafirmou o compromisso dos empresários integrantes do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável de ampliar o estudo às pequenas e médias empresas, com um lançamento de um projeto de incentivo à produção limpa destinado a elas. Ele frisou que o desenvolvimento sustentável, baseado na preservação do meio ambiente e na produção sadia, deve ser uma das marcas do Plano Plurianual do governo, baseado nos eixos de integração e desenvolvimento, cujos investimentos serão executados em parceria entre governo e iniciativa privada nos próximos sete anos. "Trabalhando em parceria com o governo, sob a liderança de V. Exa.., vamos trabalhar também para termos indicadores sociais e ambientais, o que é altamente auspicioso para este país", afirmou o empresário. Na definição do CEBDS, a segunda edição do Relatório de Sustentabilidade Empresarial - a primeira foi lançada em 1997 - consolida o comprometimento do setor produtivo com a ecoeficiência, sendo a base de um modelo de desenvolvimento que os empresários apregoam para as gerações futuras, a começar pelas atuais. Ela foi feita com base em informações de 35 grandes grupos que têm desenvolvido ações de preservação do meio ambiente, na direção do desenvolvimento sustentável, e vis a geração de multiplicadores. Em prefácio à nova edição do Relatório, o presidente da CNI, senador Fernando Bezerra, lembra que a busca da eficiência e o desenvolvimento sustentável têm sido uma das preocupações da entidade. "Ao se associar ao CBDS a CNI espera contribuir para que a excelência empresarial se generalize, estimulando as empresas a adotarem, cada vez mais com mais intensidade, práticas, ações e políticas que nos conduzam ao desenvolvimento sustentável", afirmou. Além do deputado Moreira Ferreira e de Félix de Bulhões, discursaram durante a solenidade do Planalto os empresários Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, do Grupo Ipiranga, pelo setor petrolífero; José Armando de Campos, da Companhia Siderúrgica de Tubarão, pelo setor siderúrgico; Hernann Wever, da Siemens, representando o setor de bens de capitais e Michel Gaillard, da Light, que falou em nome das empresas de energia. Fonte: Assessoria de Imprensa / ASCOM-CNI
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