Tecnologia nacional para tratar efluentes industriais


Além das pesquisas relacionadas às soluções locais para descontaminação das águas, como a "biossorção" através de aguapés, a equipe do Laboratório de Tecnologia Mineral e Estudos Ambientais, LTM, da UFRGS, também desenvolve equipamentos destinados a controlar a poluição de efluentes líquidos gerados pelas indústrias. É o caso do projeto que está sendo realizado juntamente com o Centro de Pesquisa da Petrobrás - Cenpes -, para mitigação do impacto ambiental das plataformas marítimas. O Professor Jorge Rubio informa com orgulho que em breve a Petrobrás estará anunciando uma tecnologia nacional para tratamento dos efluentes líquidos das plataformas. Trata-se de um equipamento de alta capacidade para remover óleo emulsificado (pequenas gotas), contido nas águas residuais do processo industrial. As gotículas são separadas pela adesão a bolhas de ar que sobem à superfície, facilitando a separação do óleo.

Os protótipos dos equipamentos foram projetados, construídos e montados no LTM, e têm sobre seus similares, existentes no mercado, a vantagem do menor custo, do tamanho compacto, além da alta capacidade de tratamento dos efluentes, utilizando técnicas não-convencionais de "flotação-floculação", explica o professor Rubio. Futuramente estas técnicas poderão ser empregadas por outras empresas, uma vez que podem ser usadas para despoluir águas contaminadas pela indústria alimentícia, metalúrgicas, curtumes, matadouros ou outro tipo de processo industrial. O professor lembra ainda que até o ano 2.000 as empresas serão obrigadas por lei a pagar pela captação de água de qualquer fonte, além da taxa habitual de consumo, o que vai impulsionar os empresários à busca de soluções para reciclar e reaproveitar sua própria água de processo, como medida de economia de custos. Antecipando-se a essa demanda, o LTM já está consolidado e reconhecido nacional e internacionalmente como pioneiro no desenvolvimento de pequisa de tecnologia local, confiável e acessível a indústria gaúcha.

 

Fonte: Jornal da Escola de engenharia - UFRGS